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EduWellTech e UFBA participam do BRASA XVIII com debate sobre inovação psicossocial, saúde mental estudantil e governança universitária democrática

Atualizado: 15 de mai.


EduWellTech e Projeto Mãos Dadas (UFBA) celebram cooperação técnico-científica em participação no BRASA XVIII com debate sobre inovação psicossocial, saúde mental estudantil e governança universitária democrática. No congresso da Brazilian Studies Association, realizado na UFBA, a deeptech apresentará a cooperação técnica com a universidade baiana e discutirá como psicologia social, ciência de dados, inteligência artificial e políticas institucionais podem fortalecer o bem viver no ensino superior.


A EduWellTech participará do XVIII Congress of the Brazilian Studies Association (BRASA XVIII), que acontecerá entre os dias 7 e 10 de julho de 2026, na Universidade Federal da Bahia (UFBA). O congresso, um dos principais espaços internacionais dedicados aos estudos brasileiros, reunirá painéis acadêmicos, sessões especiais, encontros com autores e atividades culturais, mobilizando pesquisadores, gestores, estudantes e profissionais interessados em compreender o Brasil a partir de múltiplas áreas do conhecimento.


A participação da EduWellTech ocorrerá no dia 9 de julho, das 12h30 às 14h15, no Pavilhão de Aulas Glauber Rocha, Sala 25, no painel

“Liderança Negra, Governança Universitária e Inovação Psicossocial para o Bem Viver Estudantil no Brasil”.

A sessão reunirá debates sobre saúde mental, ações afirmativas, permanência estudantil, desigualdades sociais e inovação tecnológica voltada ao cuidado psicossocial no ensino superior.


O painel parte de uma questão central para as universidades brasileiras contemporâneas: como construir políticas institucionais de saúde mental que sejam, ao mesmo tempo, cientificamente orientadas, socialmente justas e capazes de responder às desigualdades que atravessam a experiência universitária? A resposta proposta passa pela articulação entre pesquisa aplicada, gestão pública, liderança comprometida com a diversidade e tecnologias digitais desenvolvidas a partir de bases psicossociais.


Na apresentação

“Inovação Tecnológica Psicossocial e Saúde Mental Estudantil: Cooperação UFBA – EduWellTech”

Carlos Vinicius Gomes Melo abordará a cooperação técnica entre a EduWellTech, deeptech incubada no ecossistema USP–CIETEC/IPEN, e a Universidade Federal da Bahia, pelo Projeto de Extensão de Convivência Universitária Mãos Dadas. O trabalho discute a colaboração em um ambiente de pesquisa-intervenção que integra compromisso ético-político, protagonismo em direitos humanos, gestão e atuação em serviços de saúde mental estudantil, inovação psicossocial e tecnológica.


A proposta da EduWellTech combina psicologia social, psicometria, estatística avançada, inteligência artificial e análise preditiva para produzir indicadores capazes de subsidiar decisões institucionais baseados em dados científicos. Mais do que criar uma solução tecnológica isolada, a iniciativa busca fortalecer dispositivos já existentes nas universidades, ampliando sua capacidade de escuta, planejamento, prevenção e cuidado.


O debate também considera os efeitos do gerencialismo neoliberal sobre a vida acadêmica. A intensificação de métricas de desempenho, competição, produtivismo e precarização das condições de estudo e trabalho tem produzido efeitos significativos na saúde mental de estudantes e profissionais. Esses efeitos são especialmente sensíveis entre estudantes negros, mulheres, pessoas LGBTQIAPN+, jovens de baixa renda e outros grupos historicamente minorizados, para os quais o pertencimento universitário é frequentemente atravessado por violências simbólicas, insegurança, solidão, exaustão e barreiras institucionais à permanência.


Nesse contexto, a EduWellTech defende que tecnologias digitais não substituem o cuidado humano nem a responsabilidade institucional das universidades. Ao contrário, quando orientadas por princípios éticos, científicos e democráticos, essas tecnologias podem qualificar a tomada de decisão, ampliar a detecção precoce de riscos psicossociais, integrar dados dispersos e apoiar políticas de permanência, pertencimento e bem viver.


O painel também contará com a apresentação

“Liderança Negra, Ações Afirmativas e Saúde Mental: Caminhos para uma Governança Universitária Democrática”,

de Cássia Virgínia Bastos Maciel, pró-reitora da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Assistência Estudantil da Universidade Federal da Bahia e vice-coordenadora do Projeto Mãos Dadas. A exposição discute os desafios da saúde mental no ensino superior a partir da experiência da UFBA, especialmente no campo das ações afirmativas, da assistência estudantil e da governança universitária democrática.


A presença do Projeto Mãos Dadas no debate é particularmente relevante. Coordenada no âmbito da UFBA em parceria com a EduWellTech, a iniciativa busca mapear dispositivos institucionais de promoção da saúde mental, consolidar dados sobre demandas estudantis e desenvolver ferramentas tecnológicas capazes de qualificar a governança universitária. Trata-se de uma experiência que demonstra como políticas institucionais, inovação sociotécnica e compromisso com a equidade podem convergir para enfrentar desigualdades e ampliar condições reais de permanência.


Outro eixo relevante da sessão é a liderança negra na universidade. Ao destacar trajetórias de reitoras, pró-reitoras, superintendentes e diretoras negras em instituições brasileiras, o painel evidencia que a governança universitária democrática depende não apenas de instrumentos técnicos, mas também de sujeitos políticos capazes de transformar a instituição por dentro. As ações afirmativas, nesse sentido, são apresentadas como políticas permanentes de democratização da universidade, e não como medidas acessórias ou transitórias.


A participação da EduWellTech no BRASA XVIII também se conecta ao eixo brasileiro do INTERMENTAL - International Psychosocial Collaboration Platform for the Promotion of Mental Health in Higher Education. A rede transnacional busca construir, de forma colaborativa, indicadores, protocolos e tecnologias de cuidado psicossocial voltados à promoção da saúde mental no ensino superior. Ao integrar essa agenda internacional, a EduWellTech posiciona a experiência brasileira como contribuição relevante para o debate global sobre saúde mental, justiça social e inovação universitária.


Com sua presença no BRASA XVIII, a EduWellTech reafirma uma agenda científica e institucional orientada por um princípio fundamental: universidades saudáveis não se constroem apenas com acesso formal, mas com permanência qualificada, pertencimento, cuidado, participação e responsabilidade institucional. A inovação psicossocial, nesse horizonte, não é apenas uma ferramenta tecnológica. É uma forma de produzir conhecimento aplicado para que estudantes não apenas passem pela universidade, mas possam viver, criar, aprender e transformá-la.




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